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domingo, 2 de outubro de 2011

Pequeno histórico sobre o Google Android OS


                 A empresa Android Inc. foi fundada em Palo Alto, Califórnia, Estados Unidos, por Andy Rubin, Rich Miner, Nick Sears e Chris White, em outubro de 2003. Nesta época, ela ainda era uma pequena companhia do Vale do Silício, que fabricava software para celulares.
            Em julho de 2005, a Google adquiriu a empresa, foi então que começou a ser conduzido e desenvolvido por Andry Rubin (um dos co-fundadores e chefe executivo da Android Inc.) um sistema de código aberto, onde, segundo a definição criada pela Free Software Convention, é qualquer programa de computador (nesse caso smartphones, celulares e tablets) que pode ser usado, copiado, estudado e redistribuído sem restrições. Essa plataforma de telefonia móvel foi baseada na mesma plataforma do Linux (um dos exemplos mais proeminentes de software livre), com o objetivo de ser flexível e de fácil migração para os fabricantes.
            Hoje o serviço, apesar de ainda ter sua gerência em função da Google, é desenvolvido e aprimorado pela Open Handset Alliance, uma aliança constituída por diversas empresas com a intenção de criar padrões abertos para telefonia móvel, composta por Google, HTC, Dell, Intel, Motorola, Qualcomm, Texas Instruments, Samsung, LG, T-Mobile e Nvidia.
O nome “Android” teria surgido através do gosto fanático que Andy Rubin - co-fundador e chefe executivo da empresa – têm por robôs. O logo reproduz exatamente esse fanatismo, o que casa exatamente com a ideia de que a marca trata de algo tecnológico, notado principalmente pela utilização de uma mascote robô (que também dá a ideia de uma empresa mais jovem com o perfil da sociedade atual de geeks) junto à logotipia que se aproveita da Gestalt através do uso de uma fonte que
remete mais a códigos e caracteres de computadores, do que letras propriamente ditas.
A partir da versão 1.5, o Android passou a nomear cada uma dessas versões com o nome de doces e sobremesas em ordem alfabética:
Android (1.1) – Essa versão ficou praticamente restrita aos usuários do G1, único celular com Android na época.
Cupcake (1.5) - Primeira versão do Android a ser lançada em um grande número de aparelhos, trazia recursos de transferência de vídeos direto para o YouTube. Não é mais usada em nenhum aparelho, mas ainda está presente em modelos antigos
Donut (1.6) - Ainda usada em aparelhos menos potentes, trouxe melhorias na loja de aplicativos do Android e uma nova interface para os aplicativos de câmera, foto e vídeo
Eclair (2.0/2.1) - Trouxe muitos avanços em relação à versão 1.6. Além de modificações na interface, veio com um novo aplicativo de contatos suporte para câmeras com flash.
Froyo (2.2) - Trouxe melhorias na velocidade dos aplicativos e principalmente do navegador (com o a tecnologia V8 para leitura de JavaScript). Trouxe também a possibilidade compartilhar uma conexão 3G por meio de Wi-Fi. É a versão mais usada nos aparelhos disponíveis no Brasil

Gingerbread (2.3) - Versão mais recente para smartphones, trouxe melhorias no recurso de copiar e colar e gerenciador de downloads. Alguns aparelhos, como o Samsung Galaxy S2, já vem de fábrica com essa versão.
Honeycomb (3.0) - Versão criada para tablet. Está disponível nos aparelhos Galaxy Tab 10.1, da Samsung, e Xoom, da Motorola.
Pontos positivos (principais vantagens do Android):
- Uma das vantagens mais aparentes entre o Android e o sistema iOS da Apple é a possibilidade do primeiro, executar páginas, programas ou qualquer outro item que utilize a plataforma em Flash
- O Android é um sistema operacional baseado em Linux, que é Multi-thread desde sua origem. Ou seja, ele é capaz de executar vários aplicativos e processos ao mesmo tempo.
- Por manter as principais informações diretamente na tela inicial, os pontos de usabilidade ganham mais força no Android. Com poucos ou nenhum clique, é possível saber o que está acontecendo no sistema, bem como acessar os principais aplicativos.
- Para utilização do iOS 4, por exemplo, é necessário comprar algum produto da Apple (iPhone, iPod, iPad). Para usar o Android, você pode escolher o hardware que mais agradar, fabricado por pelo menos 5 grandes nomes da indústria tecnológica, incluindo Samsung, Motorola, e Sony Ericsson.
- Programação para todos: A SDK – kit para desenvolvedores – do Android foi feita para funcionar em Windows, Linux e até mesmo no Mac. Por se tratar de um sistema operacional livre, de código aberto, a comunidade de desenvolvimento é amigável e receptiva, a documentação é ampla e a plataforma é democrática justamente por abranger usuários de diversos sistemas operacionais. Como o código do sistema é aberto, é relativamente simples criar acessórios eletrônicos programados para o Android, em casa. 
- Liberdade de escolha: No Android é possível escolher livremente qual aplicativo o usuário quer instalar. Os programas podem ser baixados do Android Market ou diretamente da Internet, onde até 90% dos aplicativos são gratuitos. No Android você usa o que você quiser e assume os riscos por isso.
- Por se tratar de um sistema operacional da Google, existe integração total com serviços, advinhe, da Google. Ferramentas como Gmail, Youtube, Gtalk, Google Docs, Pesquisa Google, Google Translate, Google Maps e vários outros que são amplamente utilizados na internet estão disponíveis em suas versões mobile, no Android.
- Dispositivos com Android custam menos: No Brasil é possível comprar – dentro da legalidade, pagando todos os impostos – um smartphone com Android a partir de  R$ 400,00. Os melhores aparelhos custam cerca de R$ 1.300,00.  
Pontos negativos (principais vantagens do iOS):
- O sistema de notificações Push é algo que falta ao Android. No iOS ele funciona como um serviço (um dos que atuam em multi-thread) que fica ativo o tempo inteiro avisando sobre novas mensagens no Twitter, ou uma chamada VoIP via Skype ou Vonage e várias outras aplicações, mesmo que os softwares não estejam em execução.
- Por causa da padronização de bibliotecas e estrutura de programação, o kit de desenvolvimento para iOS permite que os aplicativos criados sejam portados entre os aparelhos da Apple. Dessa forma, um software criado para iPhone pode facilmente migrar para iPad de forma quase transparente. No Android essa adaptação não é tão natural e requer um pouco mais de esforço.
- A Apple só deixa entrar em seu mercado de aplicativos os programas homologados por ela. Apesar de tornar o processo fechado e autoritário, isso garante a segurança de seus usuários. Um programa que redireciona mensagens ou rouba informações jamais passaria no rígido processo de aprovação dos aplicativos. 
- Todos os usuários do iOS recebem as atualizações de forma coerente e amplamente divulgada.
- A função de captura de tela é simplificada no iOS. A reprodução da tela (conhecida como print screen ou screen shot) no Android é um processo complicado e sem sentido que envolve a SDK e o cabo de dados. 
- O Music Player do iOS é impecável. O iPod touch foi usado como padrão. Ele possui características bem interessantes, como o recurso Genius, que identifica faixas semelhantes e cria listas de execução com essas informações. 
O numero de usuários de smartphones com o SO Android vem crescendo a cada ano. Uma estatística diz que de 6,8 milhões vendidos em 2009, estima-se que em 2011, irão vender mais de 250 milhões de aparelhos vendidos em todo o mundo.
Texto escrito/produzido por: Marlon R. Ricardo - @marlon_r 
Edições para o blog: Tobias B. Baco - @tbaco



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